Bio

Eu cursei Gravura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 2002 a 2008. No último ano fui monitora (assistente) do professor de Litografia. Dois anos depois passo a fazer meu trabalho em um espaço que, então, divido com mais quatro amigos. Começo, aos poucos, a montar e equipar o atelier de gravura em que trabalho até hoje.

Desde sempre, o principal foco no meu trabalho é a figura humana. Gosto de observar seus movimentos, expressões, sutilezas, reações, gosto de retratar todas essas coisas da maneira como absorvi. “A radiografia de um fechar de olhos, o esqueleto de um pensamento, as reações que acontecem sob a pele, um toque de silêncio.” Embora esses “retratos” sejam figuras, eles não são pré-concebidos. Geralmente começo a composição sem saber o que vou fazer, e após o primeiro traço, outros vão surgindo, todos interligados. Durante este processo vou incrementando com detalhes que estão em minha memória, mas quase que subconscientemente. Para que isso possa acontecer, preciso usar movimentos espontâneos ao desenhar.

A gravura é, para mim, um conjunto de ações que propicia um resultado mais palpável. Não somente na aparência final do trabalho, mas através das etapas antes da conclusão. Assim como o desenho que inicia sem rumo e toma forma cada vez mais concreta, a gravura só toma uma direção após a primeira prova de estado. Em cada etapa se faz necessária uma forma referente à anterior e que precisará de uma nova em decorrência desta. No fim, ela já contem apenas a essência do esboço inicial.

Venho participando de várias exposições coletivas, incluindo o “Salão de Belas Artes” do Museu de Belas Artes de Ribeirão Preto – São Paulo (2008); a mostra “Atelier da Vida” (2013) e Rio Arte 45° (2015) no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa – Rio de Janeiro; a mostra coletiva de gravuras “Art’In Loco” no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, em Juiz de Fora – Minas Gerais e “Gravetos” no Espaço Cultural Furnas, em Botafogo – Rio de Janeiro; “Zona Gráfica” no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, Rio de Janeiro (2015); E’Carta Internazionale Mini Carte Contemporanee, Cassina de’Pecchi, Milão, Itália (2016 e 17).

Realizei cinco exposições individuais: “Triz” no Espaço Telezoom, no Humaitá (2010); “Humano” (2012) e “Ímpar&Díspar” (2015) na galeria Casalegre Art Vila, em Santa Teresa, Rio de Janeiro; “Olho Nu” (2016) no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa, Rio de Janeiro; “Fora do Horizonte” (2017) no Centro Cultural da Justiça Federal, Rio de Janeiro.

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